Energia

Apresentação

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Apresentação

Há mais de 50 anos, as disparidades entre campo e cidade eram muito grandes. As tecnologias disponíveis no interior eram muito arcaicas, por um motivo em especial: a ausência de energia elétrica no campo. Nas cidades, e até em algumas localidades maiores que vieram a se emancipar futuramente, as concessionárias distribuíam energia, pois o investimento tinha retorno: com uma única estrutura de redes, atendiam-se muitas residências e indústrias. Mas levar energia elétrica para o interior estava fora de questão pelas empresas privadas. Não havia viabilidade financeira em construir 5, 10, 30, ou 50 quilômetros de redes para atender poucas famílias. E o campo continuava às margens do desenvolvimento e do conforto que estavam disponíveis para quem tinha acesso à energia elétrica.

A necessidade e importância de levar energia para as famílias rurais era indiscutível, no entanto, só poderia se tornar realidade a partir de incentivos para os investimentos. E para buscar acesso a recursos que viabilizassem a eletrificação do campo, lideranças de muita determinação e coragem se uniram na criação de cooperativas. Na região do Alto Jacuí, no recém emancipado município de Ibirubá, em 14 de janeiro de 1968, era fundada a Coprel. Na época, chamava-se Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Alto Jacuí - Coprel. Um grupo de 56 pessoas participaram da primeira reunião, em pelo domingo, que deu início à cooperativa: Adolpho Nicolodi, Alfonso Binsfeld, Affonso Schwantes, Alberto Bohrz, Alberto Pranke, Afonso Schwaroswky, Alfredo Kloh, Alfredo Raasch, Aloysio Werno Rippel, Alvino Lorenzoni, Anilto Lorenzoni, Armindo Suhre, Arceno Christiano Henrichsen, Arnaldo Nicolodi, Arnaldo Jose Bonzanini, Arno Carlos Ludwig Braatz, Arnoldo Gocks, Asdrubal da Silva Corralo, Celio Graf, Celso Maia Tagliari, Ciriáco Soares da Silva, Edgar Otto Fleck, Edmundo Roewer, Enio Ebbing, Enio Kussler, Emilio Roberto Heller, Erno Wayhs, Etelvino Ristow, Evaldo Schlindwein, Eurico Fonseca de Araujo, Franz Hummler, Frederico Martin Gunnar Durr, Fridolino Klaesner, Guerino Fior, Guilherme de Bortoli, Helmuth Bruno Halwas, Herbert Schaffer, Hilario Kloh Adiers, Honorina Campos de Abreu, João Arno Kerkhoff, João Francisco Camargo, João Osvino Weiss, Lino Prevedello Stefanello, Nerci Polachini da Silva, Olavo Stefanello, Otto Tiemann, Otto Arthur Saueressig, Oswaldo Welzel, Paulo Nicolodi Filho, Rodolfo Brignoni, Rubens Noé Wilke, Theobaldo Becker, Vitalino Constante Formentini, Victor Meira Pimentel, Werno Wentz e Walter Geier Horbach. A primeira diretoria da cooperativa teve Edmundo Roewer como presidente, Etelvindo Ristow como vice-presidente, e Enio Kussler como secretário.

Com a criação da cooperativa e do projeto regional de eletrificação rural, posteriormente foi obtido acesso a linhas de crédito a juros mais baixos. O desafio que se seguiu foi enorme: de apresentar aos agricultores o projeto, obter apoio e a confiança dos produtores, muitos desacreditados de que a iniciativa tivesse êxito. No entanto, a força e garra dos que acreditaram no ideal da Coprel, liderados então por Olavo Stefanello, fez com que a cooperativa avançasse por diversos municípios além de Ibirubá. Stefanello, em 1973, assume a presidência da cooperativa e conduz o avanço da eletrificação rural para 72 municípios que hoje compõem a área de atuação da Coprel Cooperativa de Energia.

Com o projeto de eletrificação rural consolidado, a Coprel começa a investir na Geração de Energia. Em 1993, entra em operação a PCH Pinheirinho, no interior de Ibirubá. Posteriormente, a cooperativa adquire e amplia a capacidade da PCH do Posto, em Lagoa Vermelha, e também constrói a PCH Cotovelo do Jacuí, em Victor Graeff. Estas são as três pequenas centrais hidrelétricas próprias da Cooperativa. A Coprel também investiu em empreendimentos de energia em conjunto com mais investidores, e tem participação em outros empreendimentos: a BME Energia, que possui dois empreendimentos em operação, a PCH Dreher, em Salto do Jacuí, e a PCH Kotzian, em Salto do Jacuí; e ainda a PCH Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula. A cooperativa continua investindo em projetos de geração de energia limpa e renovável.

Além das atividades de geração de energia, a Coprel também participa da empresa Amisa – Auto Mecânica Ibirubá S/A, desde 1979. A Amisa, como distribuidora autorizada da marca Ford, realiza a manutenção da frota de veículos da cooperativa.

E a mais recente iniciativa de avanço da cooperativa foi na área de telecomunicações, com a criação da Coprel Telecom, que utiliza como nome comercial a marca: Triway Internet e Telefonia. A empresa surgiu da crescente solicitação dos cooperantes para o ingresso da Coprel na área de telecomunicações, que é um serviço que também faz parte do ramo de infraestrutura.

Hoje, a Triway Internet e Telefonia atua em mais de 20 municípios com os serviços de internet e telefonia via fibra ótica para cidades e distritos, e internet via rádio para o interior dos municípios, atendendo principalmente os cooperantes da Coprel.

Cabe ressaltar que, desde 2006, as atividades da Coprel foram divididas em duas cooperativas: a Coprel Cooperativa de Energia, responsável somente pelo serviço de distribuição de energia elétrica; e a Coprel Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento, que agregou as atividades de Geração de Energia (usinas próprias e com a participação de outros empreendedores e serviços de Operação e Manutenção de Usinas); e ainda as empresas coligadas: Amisa e Coprel Telecom – Triway. Todas essas atividades geram resultados que são aplicados em programas sociais em benefício aos cooperantes da Coprel.

O compromisso com seus cooperantes, os valores que norteiam as ações da cooperativa e a gestão participativa permanecem desde a fundação, solidificando um relacionamento de confiança. A Coprel também busca a excelência no atendimento e a modernização dos processos, para cumprir sua missão de apoiar o desenvolvimento regional sustentável.

Mesmo tendo sido criada para atender o interior dos municípios, o crescimento da região também gerou desenvolvimento para a Coprel. Além de levar energia para o interior de 72 municípios no Estado do Rio Grande do Sul, a cooperativa também atende áreas urbanas, distritos industriais e loteamentos residenciais e turísticos.

A Cooperativa tem como desafios continuar se modernizando, investindo nas pessoas, processos, tecnologia e nas redes de energia. Afinal, há 50 anos o desafio era chegar no interior, e agora, com todas as comunidades rurais atendidas, o desafio é levar energia e comunicação com qualidade para suprir a demanda das propriedades rurais, para que possam continuar investindo com o objetivo de gerar mais renda e ter uma vida melhor no campo, incentivando a permanência e o retorno das gerações mais jovens para a agricultura. Tudo isso, aliado com o desenvolvimento das áreas urbanas e industriais atendidas pela cooperativa, que são componentes importantes para o desenvolvimento econômico da Coprel.

Números:
A Coprel, em extensão de redes, é a maior cooperativa de eletrificação do Brasil. Sua área de permissão é de 19.310 km². A cooperativa possui 17.934 km de rede construídas, redes estas sustentadas por 177.064 postes, sendo 90% de concreto. Atualmente, 51.362 famílias são atendidas pela Coprel.

Área de permissão da Coprel na região Sul: Link site ANEEL

PRINCÍPIOS NORTEADORES

NEGÓCIO
Vida e renda melhor com serviço cooperativo de energia.

VISÃO
Ser a distribuidora de energia preferida, sempre.

MISSÃO
Apoiar o desenvolvimento regional, oferecendo serviços diferenciados e sustentáveis de energia.

VALORES
Cooperante: Atender com respeito, agilidade e resolutividade.
Pessoas: Valorização, qualificação e segurança.
Integridade: Relação de confiança, seriedade e credibilidade com público interno e externo.
Gestão:  Governança participativa.
Sustentabilidade:  Compromisso social, econômico e ambiental.
Inovação e Tecnologia: Fatores de aperfeiçoamento de processos e ideias.